sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Sobre as fogueiras públicas e as UPPs


Achei ótima a entrada da polícia nas comunidades. Salvo as tramóias e corrupções por trás de alguns grupos específicos (papo para outra conversa) a ação, a longo prazo, só tende a nos beneficiar. Meu imóvel valorizou, o índice de roubo a carros próximo às comunidades cariocas diminuiu significativamente - já que o carro roubado não pode mais ser levado para os desmanches, a faxineira que trabalha em minha rua não precisa mais dormir embaixo da cama por conta do tiroteio em sua comunidade e se isso tivesse acontecido há alguns anos atrás, o Raimundo - porteiro queridíssimo do prédio da minha mãe, não teria sido atingido fatalmente por uma bala perdida ao alimentar o seu cão no quintal.

Agora, ninguém verdadeiramente achou que a bandidagem ia distribuir currículos e tentar uma inserção no mercado de trabalho, certo? Eles só precisaram redirecionar sua energia. Do tráfico ao assalto, sequestro, furto, golpes diversos... Por esse tipo ação, a polícia e nosso eficiente governador já esperavam. Mas, os malandros se invocaram e decidiram que vão "tocar" o terror. Fazer fogueira de carros até alguém se render e pagar o resgate: comunidades livres de UPPs.

Eu não me rendo. Aliás, ninguém deveria. Pára tudo. Pare de filmar, de repercurtir, de fotografar. Bandido não é ator, só tem que aparecer na TV se estiver sendo preso ou procurado, que é para servir de exemplo aos demais. Malandro não tem que negociar: "a polícia deixa o morro ou queimo carros". O que há? A matemática é simples: queimou carro, quem sofre retaliação é você.
Sei que pareço anti-"tudo relacionado a direitos humanos", mas essa ética ficou na esquina da Rua do Bispo com Barão de Itapagipe, há alguns anos, em um assalto desmedido e violento que sofri. Ficou no ônibus que queimaram ontem com o motorista ainda dentro. Ficou na violência, fruto da politicagem, que sempre abriu as portas à comunidade, em troca de votos. Deixa construir uma casinha... E outra. E mais uma. Que há de mal nisso? Ora... Um povo que mora em vielas, em um lugar onde saneamento básico é construção impossível. Luz é gato. Um labirinto sem fim, que não permite isolamento de áreas específicas para ações de policiamento e guarda. Traz todo mundo para o plano! Quem mora no alto é macaco e morro não é casa de ninguém.

Agora que, de Paulo Torres a Cabral Filho (sem esquecer da estimada Rosinha, da dose dupla de Brizola e do fantástico Garotinho), o esterco já foi lançado ao ar, quero ver como vamos resolver. Aparentemente, após a instauração do caos, queremos todos a mesma coisa: sangue. A sociedade, o sangue da malandragem. A malandragem, o nosso. A polícia, de quem passar na frente. Por fim, o sangue de quem será derramado em nome da paz?

Fica a esperança ansiosa de que ao final da crise (e claro, que ela chegue ao fim), medidas justas e sem segundas intenções sejam incutidas por quem nos dirige e deveria assistir. Já que, por hora, a novela continua e o sono vem só de vez em quando.

Boa sorte a todos,
Amanda Freitas.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O silêncio que precede o esporro: Corpo Perfeiro: Atendimento sem pé nem cabeça

O silêncio que precede o esporro: Corpo Perfeiro: Atendimento sem pé nem cabeça

Corpo Perfeiro: Atendimento sem pé nem cabeça


Realizei uma compra no último dia 07, no site da Corpo Perfeito, e a previsão de entrega era para o dia 11 (aquele que ficou para trás, no feriadão).

Incomodada por não ter recebido a mercadoria até o dia 14, consultei o rastreamento de entrega do produto no portal. Segundo o site, houve tentativa de entrega sem êxito no local, no dia 11 e no dia 13 de outubro, às 11:11h e 10:27h, respectivamente. Alegaram que a mercadoria retornou para o depósito pois o estabelecimento estava fechado, o que não confere com a realidade, já que trata-se de um edifício comercial grande, com diversas salas e andares, aberto durante esse período, cuja entrada de qualquer pessoa é registrada.

Conforme cadastro e conforme e-mail de confirmação, recebido por mim, o endereço de entrega está correto e este não é o problema, antes que venham a sugerir.

Mandei e-mails, registrei contatos através da ouvidoria do site (que solicitou 5 dias para retorno) e postei uma reclamação no site "Reclame Aqui", que têm funcionado muito bem.

Lamentável a situação.

Hoje, dia 15, ainda não recebi a mercadoria com previsão de entrega para o dia 11/10. Liguei para o call center deles e fui muitíssimo mal atendida pela funcionária Lúcia, sob o protocolo 126218. Além do despreparo para lidar com o público, da nítida falta de treinamento, da escassez de polidez e das inúmeras tentativas de elevar o tom de voz, a atendente tentou provar, durante toda a ligação, por A mais B, que a culpa não era da empresa e sim da transportadora.

Ora, vejam. Eu lá contratei alguma transportadora? Pouco me importa quais serviços são terceirizados ou não. Se você possui um negócio web, é sua responsabilidade plena fazer chegar ao cliente o produto final. Se este mês, meu salário não fosse depositado, teria eu argumentos válidos ao ligar para a Corpo Perfeito, explicando a falta de pagamento? Faça-me o favor... Aliás, favor, não... A obrigação!

Continuo aguardando. Desta vez, impacientemente.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Shoptime não entrega mercadoria


Estava zapeando pelos canais da minha TV, quando parei para ver um produto que estava sendo anunciado pelo Shoptime.

Uma panela elétrica. Mas, não era uma panela comum. Era enorme, quadrada, com aplicação de Teflon, controlador de temperatura, tampa de vidro, cozinhava no vapor e sem ele. Substituía fogo, forno, fogão. Quem sabe, até a cozinha.

Um facilitador para meus empreendimentos no ramo da culinária. O objeto praticamente nem precisava de mim para orquestrá-lo. Perfeito! Não hesitei, acessei o site e comprei. Recebi a panela pouco tempo depois. Achei ótima, realmente supriu quase todas as minhas expectativas.

Na verdade, com pouco menos de duas semanas de uso o Teflon começou a soltar. Acionei a garantia e fui orientada a enviar a panela pelos Correios para a assistência técnica do Shoptime.

Conforme previsto em contrato, em um prazo máximo de 30 dias, a contar da data de chegada do produto na assistência, eu receberia - no endereço cadastrado, a panela devidamente reparada. Ou se isso não fosse possível, um novo produto, sendo ele o mesmo ou de valor igual ao da panela.

No dia 11/03 recebi um e-mail do Shoptime confirmando o recebimento da panela elétrica. Até hoje, 41 dias após essa confirmação, não recebi qualquer contato. Enviei e-mails cobrando retorno sobre o assunto e recebi mensagens que diziam que a resposta viria em até 01 dia útil.

Nada, nem sinal de fumaça. Já percebi que cumprimento de prazos não é uma habilidade praticada pelo canal.

Hoje, não tenho respostas. Tão pouco, panela.

Claro que tomarei medidas contra o ocorrido, encaminhei um e-mail para a assistência notificando a decisão e disponibilizando o blog como canal de discussão. Mas, é uma pena. O valor da panela é relativamente baixo para o gargalo judicial que vou ajudar a criar no Tribunal de Pequenas Causas.

Fica a lição: Shoptime: nunca mais!

Boa leitura,

Amanda Freitas.

------------------------------

RESPOSTA SHOPTIME:

Após visitar o blog e ler o texto acima, o Shoptime entrou em contato comigo para agendar o envio da panela. A panela elétrica foi entregue em minha residência, em mãos, no último sábado, dia 15 de maio.

Uma pena que a mercadoria adquirida tenha chegado em minhas mãos após 10 e-mails, 5 telefonemas, 1 solicitação através do "fale conosco" e esta postagem. Mas, o que importa é que chegou.

Continue reclamando seus direitos!

Grande abraço,
Amanda Freitas

------------------------------

Outras pessoas que também compraram no Shoptime e se arrependeram. Ou pelo constante descumprimento de prazos ou pelo estelionato em si. Confiram:

http://www.diariodeumjuiz.com/?p=1188

http://www.reclameaqui.com.br/84918/shoptime-com/reclamacao-shoptime-nao-atendida/

http://blogs.jovempan.uol.com.br/ouvintejp/tag/shoptime/

http://www.nuncamais.net/cleiacalixto.html

“não entregam, simplesmente não entregam”:
http://www.reputacao.com.br/opiniao-lista.jsp?filter=2&id=5172

http://www.confiometro.com.br/shoptime/reclamacao-de-mal-atendimento-420.html?filtro=todas

“Também figuram entre os dez primeiros em reclamações Shoptime, Polishop, Arremate e Extra.com. Na lista do iVox, a recordista em reclamações é a loja Nikishop, de Araçatuba (SP)”:
http://www.administradores.com.br/informe-se/informativo/sites-orientam-sobre-compras-online/1071/

“Não compre nesta loja, eles não têm respeito pelo consumidor”:
http://parceiro.buscape.com.br/empresa/avaliacao-sobre-shoptime--125.html?tav=2&pag=1


-----------------------------------

Para quem pretende acionar judicialmente o Shoptime, segue abaixo denominação jurídica e endereço:

B2W - COMPANHIA GLOBAL DO VAREJO, com sede na Rua Henry Ford, 643 - Presidente Altino – Osasco/SP, inscrita no CNPJ: 00.776.574/0001-56.

----------------------------------

Esses foram os canais utilizados para contato com o shoptime:

orsitec@shoptime.com, shoptime@shoptime.com, atendimento@shoptime.com, vendas@shoptime.com, contato@shoptime.com, infoemail@shoptime.com

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Carioca se acha, mesmo

Ah, André. A gente se acha um pouco sim. Mas, não é sem motivos não. Explico melhor para você entender.

Todo sábado acordo e a primeira complicação do dia é decidir para que praia eu vou. Em uma raio tímido de 12Km, a menos de 20 minutos de casa, posso escolher entre cerca de 8 delas: Ipanema, Leblon, Copacabana, Flamengo, Botafogo, Arpoador, Leme ou Joá.

Tem praia que é boa para nadar. Outras para são ótimas para pegar onda. Jogar frescobol, vôlei,
altinho. Algumas são excelentes para pescar, tomar sol, caminhar, ler. Mas, a maioria é muito boa para tudo isso junto. Muito difícil escolher.

Aqui a gente não gosta muito de rock não. Acontece que as roupas pretas, quentes e a maquiagem exagerada atrapalham um pouco a gente.

Já que falamos sobre música, é bom lembrar que os melhores músicos brasileiros compuseram mais de uma canção para cada uma de nossas belíssimas praias. Aliás, alguns estrangeiros também.

Vinícios de Moraes, por exemplo. Diplomata, dramaturgo, jornalista - como você, poeta e compositor brasileiro. Pouco depois de 62, se uniu ao grande Pixinguinha e da parceria surgiu a
música "Mulher Carioca". Sentou-se à beiramar para tomar uma água de coco acompanhado de Tom Jobim e João Gilberto e, em conjunto com "Os Cariocas", lançaram a inesquecível dupla "Ela é carioca" e "Samba do Carioca".

Por favor, compreenda. Tudo isso nos deixa um tanto envaidecidos e convencidos, mas não se aborreça, a gente não deixa de ser legal por isso.

Voltando ao Rock. Vocês devem estar super entusiasmados. Vai ter show do Guns no Brasil e eles só tocam em duas cidadezinhas, antes de chegar à São Paulo.

Terceirão, massa! A gente não se importa de ficar em quarto, não... Afinal, rock é coisa de adolescente infeliz, raivoso, entediado; e aqui no Rio, adolescente passa a juventude longe do inferno (na praia, claro).

E para você não dizer que a gente vive encostado, no próximo mês pagarei impostos à terra da garoa (viu como sou legal? poderia ter dito enxurada). E depois, quando tiver uma folguinha, volto - com parte deles, para passear pelas belezas do Rio.

A vida poderia ser melhor?

Ótimo texto, André!

Grande abraço e boa leitura,
Amanda Freitas.

-------------------------------------------------------

Este texto é uma resposta ao texto "Carioca se acha", publicado pelo paulista e jornalista André Forastieri, hoje, em seu blog: http://blogs.r7.com/andre-forastieri/2010/02/12/carioca-se-acha/.

sábado, 24 de outubro de 2009

Será mesmo que na Oi eu posso tudo?


O comercial da Oi é um verdadeiro sucesso. Toda vez que está passando na TV, paro para assistir. “Na Oi você pode sim”, já viram?


A Agência arrasou na produção visual, a idéia foi fantasticamente bem trabalhada. Todos os conceitos publicitários estão contextualmente bem inseridos - memes, lógica do Papai Noel, intertextualidade, persona. Tudo em 30 segundos. Excelente trabalho.


“O que é” aquela executiva bem sucedida fazendo ioga? Já tentei aquela posição umas cem vezes. Impossível. “Na Oi você pode sim”. Fiquei com essa frase de efeito na cabeça por semanas, mais uma prova de que a peça é excelente.


Faltou apenas um detalhe: alinhar o discurso publicitário à prática de vendas. Quando isso não acontece, o cliente se frustra e cultiva em si uma certa repulsa pela marca. O discurso perde a credibilidade e o produto é enfraquecido pelo boca-a-boca negativo.


Acessei o site da operadora para contratar Internet banda larga e provedor. Estampado no banner da página principal estava: “Na Oi você pode sim: experimentar e só ficar se gostar”. Pois bem, só que se o cliente não quiser pagar multa por rescisão contratual, tem que experimentar o serviço pelo exorbitante prazo de doze meses.


Brinquei com a atendente, perguntando se na Oi eu não podia fazer tudo e fiz menção ao comercial. Ela foi enfaticamente monossilábica: “não”.


Notaram a semelhança?


Confesso que, inicialmente, achei a contratação do serviço um pouco cansativa. Você contrata a banda larga, aguarda cerca de dois dias por um e-mail de confirmação e, após a chegada do e-mail, entra em contato novamente para contratar o provedor Oi. Contudo, sendo a única operadora que me deixa fazer o que quiser, esperar e re-contatar era lucro. No entanto, a atendente explicou que a tal liberdade só se aplicava em produtos e serviços específicos. É... Isso, o Rodrigo Santoro não mencionou.


Abraços e boa leitura,
Amanda Freitas.

"Na Oi você Pode sim" 1
"Na Oi você Pode sim" 2

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Jovem economista desaparece no Monte Mulanje


Jovem economista desaparece no Monte Mulanje

Alguns já estão antenados nas notícias que correm na mídia sobre um brasileiro perdido em continente africano. Esse brasileiro é de uma espécie rara. Está em extinção e é de meu profundo interesse que essa raça não desapareça do planeta.

Sim, raça é a palavra que se adéqua a este homem no momento. Para quem ainda não ouviu falar, o brasileiro se chama Gabriel Buchmann.

Gabriel, aos 28 anos, é graduado em Economia e Relações Internacionais. Ao longo de sua graduação, na PUC-Rio, ganhou duas bolsas para estudar na Europa, (Science-Po francesa e Universidade de Madri). Voltou ao Brasil para completar sua monografia, em reforma agrária e, posteriormente, iniciou mestrado, na mesma faculdade, defendendo a dissertação sobre a relação entre educação, fertilidade e o sistema político do país.
Após o mestrado, Gabriel ingressou no Centro de Políticas Sociais da FGV, no qual trabalhou na avaliação de diversos programas do governo. Essa seria sua preparação para o seu doutorado em Economia da Pobreza, na Universidade da Califórnia.

Como ninguém pode (ou deve) defender uma tese sobre um assunto que não domina ou viveu na prática, Gabriel viajou para entender a pobreza de perto. Durante seu processo de pesquisa e experimentação, foi à Ásia e à África.
Antes disso, Gabriel tratou de conhecer a pobreza brasileira. Passou um tempo na Amazônia, onde subiu o pico da neblina e conviveu nas comunidades pobres locais e trocou o verão da Cidade Maravilhosa pelo Sertão Nordestino, nos dois locais, o jovem fazia questão de se hospedar nas casas mais pobres e conhecer a vida e os problemas dos moradores de cada região.
Gabriel é um homem brilhante, com um coração de ouro. Mas, pode ser que este “homem do bem” não retorne do continente africano para dividir conosco tudo aquilo que viveu e descobriu por lá.
O rapaz está desaparecido desde o dia 24 de julho, no Monte Mulanje, no país Centro-Africano do Malawi, um dos países mais pobres do mundo. Ele possuía vôo marcado para o Rio, na última terça-feira, dia 28 de julho.
Gabriel e sua família precisam de ajuda para manter o assunto na mídia e garantir a continuidade do apoio governamental. Nós sabemos bem como isso funciona, afinal, enquanto o assunto for notícia, o governo estará empenhado na busca do jovem e fará o possível para resgatá-lo.
Você pode ajudar Gabriel, mantendo o assunto atualizado e comentado. Enquanto este jovem determinado não aparecer, precisar continuar sendo notícia:

  • Encaminhe e-mails sobre o desaparecimento de Gabriel Buchmann para o maior número de pessoas que puder;
  • Mande cartas, torpedos e e-mails para jornalistas e bloggers do mundo todo. É preciso divulgar o assunto na imprensa e nos meios digitais. Em vários jornais, colunistas colocam seus e-mails ao final da publicação, quanto mais gente escrever para esses jornalistas, pedindo que falem sobre o assunto, mais o assunto será fomentado no meio;
  • Coloquem o link do blog oficial (http://ajudegabrielbuchmann.blogspot.com/)
ou do twitter (ajudegabriel) de apoio ao Gabriel em seu twitter, facebook, MSN, Orkut ou assinatura de e-mail;
  • Comentem as notícias que aparecem na mídia! Essas notícias estão em vários portais (uol, globo.com, G1...);
  • Comentem os blogs que postam o desaparecimento do Gabriel.

Enfim, seja criativo e encontre um jeito de ajudar. O importante é que Gabriel volte com vida para sua família, amigos e seu país. Precisamos de outros homens como este por aqui.
Abraços e boa leitura,
Amanda Freitas.
==================================
Último e-mail do Gabriel:

“...mas o melhor de tudo é que aqui na África to conseguindo por em pratica a viagem que sempre idealizei...hoje ficarei em hostel pela segunda vez desde que pisei no continente, todos os outros dias dormi e comi na casa de locais, gastando uns 2-3 dólares por dia, o que me permitiu a cada dia distribuir meu daily budget entre as pessoas que me hospedaram, alimentaram, etc...to muito feliz com isso, de conseguir estar vivendo grande aventuras e realizando uma viagem de profunda imersão no continente africano, absolutamente não turística, e de forma totalmente sustentável, transferindo 80% dos meus gastos pra africanos pobres... e aqui com quase nada vc faz uma substancial diferença na vida das pessoas...esse amigo meu Congoles, por exemplo, com 12 dólares paguei o aluguel mensal da casa da família dele, esse menino com 40 dólares garanti um ano escolar pra ele numa escola super legal...”

Gabriel na mídia:

G1.com.br - ‎23/07/2009‎
Um helicóptero começou as buscas pelo economista Gabriel Buchman no monte Mulanje, no Maláui, na África, nesta quinta-feira (23). ...

Helicóptero sobrevoa área onde brasileiro sumiu no Malauí
Estadão - ‎23/07/2009‎
RIO - Um helicóptero começou a sobrevoar nesta quinta-feira, 23, o Monte Mulanje, no Malauí, onde o economista franco-brasileiro Gabriel Buchmann, ...
bbc brasil - ‎22/07/2009‎
As operações de busca para tentar localizar o brasileiro Gabriel Buchman, desaparecido em uma montanha do Malauí desde a semana passada, ...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Fanfarra Nacional

Estou devendo um post há tempos.

Sinto muito, que após tanta espera, sua leitura seja uma queixa amarga, regurgitada, presa na garganta desde o tempo em que obtive o mínimo de compreensão política da situação devassa do nosso país.

Sei que falei, anteriormente, sobre o percentual estúpido que pagamos em impostos. Mas, tendo em vista as atuais fanfarras, escancaradas, realizadas com o dinheiro público, vale a pena repetir até que, por osmose, o povo compreenda a situação.

Poucos cidadãos sabem o quanto pagam de impostos, mas a maioria esmagadora acha que é muito, e com razão. Dentre as maiores economias do mundo, segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), o Brasil é o terceiro país com maior carga tributária do mundo, ficando atrás somente da França e Itália. O governo recolhe, em média, 42% do salário bruto do brasileiro, ou seja, quase metade do que o brasileiro ganha vai para os cofres públicos como tributos.

Hum... 42% do nosso salário não é exagero, tendo em vista o programa eficaz de saúde, educação, segurança, cultura e meio ambiente do Brasil. Nossos políticos cuidam da necessidade de seus eleitores como se fossem as suas e, considerando que não precisamos gastar nosso dinheiro com planos de saúde e escolas particulares, entregar quase a metade do do salário nas mãos desses laudáveis homens brasileiros passa a ser um benefício. [chacota]

Deputados e senadores acumulam créditos de até R$ 18 mil mensais para comprar passagens aéreas. Além do valor exorbitante, a verba de viagem deveria servir, exclusivamente, para facilitar a atividade parlamentar durante o funcionamento do Legislativo. No entanto, são nos meses em que o Congresso paralisa suas atividades para desfrutar do recesso parlamentar, que deputados e senadores batem o recorde de emissão de bilhetes aéreos. Foi assim nos últimos dois anos. Ou seja, quando nossos políticos menos trabalham em Brasília, mais eles utilizam a cota de passagens, que deveria servir, exclusivamente, para facilitar a atividade parlamentar durante o funcionamento do Legislativo. De onde saem os R$18 mil mensais? Sim, dos nossos bolsos! Então, quando, no final do mês, a conta no banco secar, lembre-se de que tem um charlatão descarado fazendo festa em sua homenagem. Conselho: não conte com um souvenir.

Conforme dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), em 2008, a Câmara gastou mais de R$ 13,9 milhões em viagens no mês de janeiro (em pleno recesso legislativo!!). A despesa é muito superior ao que foi utilizado em meses de atividade normal como março e abril, quando o gasto não passou de R$ 6 milhões. No Senado, a situação não foi muito diferente. Em dezembro, por exemplo, quando só houve votações durante a primeira quinzena, o gasto com passagens foi o maior do ano: R$ 3,9 milhões. O valor é quase R$ 1 milhão superior à despesa de novembro, quando mais se usou a cota dentre os meses de funcionamento do Congresso.

Alessandra Alves Pinto (PPS), presidente da Câmara de Vereadores de Matozinhos (BH), foi flagrada pela TV Globo fazendo turismo em Buenos Aires, após o cancelamento de um congresso de vereadores e prefeitos. A viagem foi paga pela Câmara de Vereadores (leia “paga por você”).
O senador Heráclito Fortes (PFL-PI) afirmou, em TV aberta, que considera normal que o parlamentar possa levar esposa e parentes em viagens, pagas com o dinheiro público, porque o presidente da República também o faz.

Na Câmara Federal, o deputado Inocêncio Oliveira (PL-PE), que já foi investigado por manter escravidão branca em suas fazendas e perfurado poços, com dinheiro público, em suas propriedades - teve a fleuma de afirmar que ele não vê nada de mais em fazer turismo familiar com dinheiro público, porque "a família é sagrada”.

A família é sagrada sim, concordo. Inclusive a minha, que considera – com propriedade, que “meter a mão” em dinheiro público é crime e imoral. Só que, infelizmente, no Brasil, a coisa pública é tratada com aviltamento por quem deveria dar exemplo de seriedade. E coisa pública não é privada. Se o dinheiro saísse do bolso de cada político talvez o comportamento dos fanfarrões fosse outro. Mas, como a conta é paga pela Nação, tudo vale: pode levar esposo, esposa, filho, filha, neto, neta, sogro, sogra, genro, nora, cunhado, cunhada, namorado, namorada, amigos, amigas e até o cachorrinho.

“Enquanto a população miserável e desempregada padece no inferno das injustiças, os senhores políticos estão deitados em berços esplêndidos e muito despreocupados com o social, gozam e abusam das benesses públicas e ainda encontram justificativas (às vezes legais!!) para defender seus privilégios”.

Vejam a relação (e tem muito mais) de políticos indecorosos que fazem solenidade com o dinheiro público:

1. Governador do Ceará Cid Gomes presenteou a sogra com viagem paga pelo erário público;

2. Senadora maranhense Roseana Sarney viajou e presenteou família com viagens à custa do nosso suor;

3. Senador do Acre, Tião Viana (PT), emprestou celular oficial para a filha passear no México (e meu pai economizando para falar pouco...);

4. Senador Cearense, Tasso Jereissati (PSDB), fretou jatinhos entre 2005 e 2007, no valor de R$ 469 mil, com dinheiro público;

5. Senador Adelmir Santana (PFL-DF) tem funcionário lotado em seu gabinete, no entanto, prestando serviço no escritório político do atual vice-governador do DF e ex-senador Paulo Octávio;

6. Amélia Pizato está lotada no gabinete do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Ela é sogra de um assessor do senador. E segundo vizinhos, ela não trabalha fora de casa (eu já recebi um e-mail cujo assunto era “fique rico sem sair de casa”. Pensei que fosse um vírus, mas vejo que deveria ter clicado no link... Amélia certamente clicou);

7. Deputado licenciado Alberto Fraga (PFL-DF) mantinha esquema em que a empregada doméstica de sua residência, Izolda da Silva Lima, lotada no gabinete de seu suplente, deputado Osório Adriano (DEM-DF), na função fictícia de "secretária particular", recebia da Câmara R$ 480,00 por mês;

8. Deputado Inocêncio Oliveira (PL-PE) fez viagem a passeio ao exterior com a família, com dinheiro público;

9. Deputado João Paulo (PT-SP) fez viagem ao exterior com a família, paga com dinheiro público;

10. Deputado Fábio Faria (PMN-RN) presenteou com passagens aéreas a Natal, Rio de Janeiro e São Paulo, parentes e artistas, pagas com dinheiro público;

11. Deputados (licenciados) José Múcio (PTB-PE), Reinhold Stephanes (PMDB-PR) e Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) continuam usando cotas de viagem da Câmara mesmo depois de licenciados para ministérios;

12. Deputado Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara, realizou viagem com família e amigos a Porto Seguro e Europa, com dinheiro público;

13. Deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) admite ter patrocinado viagem a parentes e amigos com dinheiro público (confesso, assumindo a ingenuidade política que me toma, que me surpreendi ao ver o Gabeira com a corja da fanfarra);

14. A deputada Luciana Genro (PT-RS), pasmem, presenteou com passagem paga com o dinheiro público o delegado Protógenes Queiroz, mas alega que não cometeu irregularidade;

15. Deputado Mário Negromonte (PP-BA) aparece com 23 passagens par Nova York e São Paulo para ele, mulher e filhas, pagas com dinheiro público;

16. Deputado Fernando Coruja (PPS-SC) emitiu 19 passagens internacionais, 8 para passear com a família em Paris, pagas com dinheiro público;

17. Deputado Henrique Alves (PMDB-RN), emitiu 13 passagens para Miami, Buenos Aires e Nova York. Algumas para a família, pagas com dinheiro público;

18. Deputado José Aníbal (PSDB-SP) foi com a mulher a Paris, e a filha para Nova York, com dinheiro público;

19. Deputado Sarney Filho (PV-MA) esteve com a mulher em Buenos Aires e em Madri, e o filho viajou para Miami, com dinheiro público;

20. Deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) foi a Londres via Paris, com dinheiro público;

21. A farra não tem bandeira partidária, atingindo tanto o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), presidente do PT, quanto o do DEM, Deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ);

22. Adriane Galisteu diz que não sabia, mas usou passagens da Câmara oferecidas pelo ex, o deputado Fábio Faria para comparecer a uma festança;

E então, engoliu o sapo? Eu não.

Boa leitura e até a próxima,
Amanda Freitas.

Links:

Vídeo de Luiz Carlos Prates, da RBS TV, portando com louvor a voz da sociedade brasileira:

Entenda os descontos em seu salário:

Senadores gastam mais de R$ 2 mi de verba indenizatória no 1º trimestre:
Gabinetes negociam bilhetes de deputados com agências:

domingo, 17 de agosto de 2008

Mega Disconildo: Loja de instrumentos musicais engana cliente em Caxias


Quando me deparo com uma situação que me deixa indignada, tento colocar outras pessoas em meu lugar para fazê-las entender exatamente como estou sentindo. O que vou fazer agora é tentar conduzí-los à situação de uma terceira pessoa.

Imaginem-se integrantes seniores de um grupo de samba e chorinho. Mais especificamente, um apaixonado e exímio percursionista, que há tempos procurava um microfone digno do tamborilar de seu reconhecido pandeiro.

Pois bem, imaginem que essa busca cessou. Apontada pelo site Bondfaro, a Disconildo – uma loja especializada em venda de instrumentos musicais , audio profissional e tecnologia (assim diz o site)- possuía o tal microfone. Era ele um JTS CX 506 Fanton Power. Cerca de três ligações confirmaram o preço e a disponibilidade do instrumento na loja de Caxias.

As ligações insistentes podem parecer desnecessárias, mas a distância calculada pelo Google Maps era de pouco mais de 52km, sem trânsito e considerando a ponte livre, mais de duas horas para ir e voltar. Perder a viagem seria uma frustração tripla: gasolina, microfone e tempo.

Contudo, não havia mais com que se preocupar, por todas às vezes, o vendedor Augusto garantiu a mercadoria. Era só buscá-la. Pela manhã, o músico aprumou-se, chamou sua esposa e foram juntos buscar a ansiada mercadoria.

Chegando à loja, identificaram-se, explicaram sua presença no local e procuraram pelo prestativo vendedor Augusto.

Acontece que Augusto não estava. Fora ao médico. E os demais vendedores abandonaram os dois no meio da loja sem nenhuma explicação. Outros clientes pareciam mais importantes naquele momento.
O casal solicitou ajuda e fora novamente deixado ao descaso.

Em uma terceira tentativa. Mais enérgica, desta vez, exigiram atendimento. Outro vendedor da Disconildo aproximou- se e teceu sem cuidados a verdade: “Não temos esta mercadoria. Temos outra. Esta, se possuíamos, foi vendida”.

Agora, atentem vocês, segundo aquele vendedor, a mercadoria garantida a um cliente na tarde anterior àquele dia, foi vendida antes do almoço do dia seguinte. E não teve gerente para resolver o caso. A situação era aquela e se o tempo de alguém fora perdido, problema de quem perdeu. Aliás, que bom que não o do estabelecimento, certo?

Errado! Para a infelicidade da Loja Disconildo, um vendedor insatisfeito relata seu caso para, no mínimo, 10 pessoas diferentes. Segundo pesquisa do IBGE, as 10 pessoas que receberam a notícia repassam, no mínimo, para mais duas. Agora, imaginem todo esse alarde com a cobertura veloz, devassadora e incrementada da Internet. A Disconildo, ou Descasildo (que me parece mais adequado) que se cuide para manter intacta sua fatia no mercado.

Exija seus direitos e lute pelo bom atendimento.

Boa leitura e continuem denunciando,
Amanda Freitas.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar negam atendimento no Rio


Seis e quinze tocou o despertador. Arrependi-me do toque musical escolhido na hora, acordar com o solo de guitarra do Dire Straits é mau-humor certeiro. Muita agitação para um despertar. Vou checar Nora Jones, Adriana Calcanhoto e Elis Regina.
Especialmente hoje, antes do expediente, eu precisava encontrar meu dentista. Porém, por conta de uma insistente bradicardia o tratamento foi alterado para uma data posterior, o que fez com que eu chegasse cedo demais no Centro.
Após adentrar o edifício onde trabalho, escutei alguém berrar em tom de leve desespero: “Cuidado, não encoste na porta!”.

Que porta? Foi quando olhei para trás e vi algumas pessoas aglomeradas em frente ao prédio, impedidas de entrar pelo desabamento da porta de rolamento frontal, que ameaçava terminar a queda a qualquer instante.Bom, passei distraída, não vi a catástrofe. Mas já que havia entrado, fui trabalhar.

Ao chegar à empresa, encontrei alguns poucos colegas de trabalho, que chegaram igualmente cedo, e a diretora de tecnologia, discutindo os perigos do possível desabamento. Chegamos à conclusão que deveríamos avisar as autoridades e sugerir que interditassem a passagem no edifício comercial, a fim de que a porta não atingisse ninguém, que tentasse entrar ou sair do prédio.

Liguei para 193. A ligação chamou até cair por duas vezes. Sob palpites, tentamos então, a Defesa Civil, 199.

Depois de um longo tempo de ligação, a atendente da Defesa Civil Municipal avisou que não poderia interditar a entrada, já que “Senhora, somente a Justiça pode impedir o direito do cidadão de ir e vir”.

Parece brincadeira. Peguei o telefone e tentei o Corpo de Bombeiros novamente. A atendente foi clara: “Não podemos ajudar, o Corpo de Bombeiros deverá ser acionando apenas quando a porta atingir alguém. Sem feridos, não podemos atender”. Afinal de contas, quem disse que é melhor prevenir do que remediar?

Liguei para 190. Apesar de eu já estar em segurança, achei prudente me esforçar para zelar pelo bem-estar físico do próximo:

- Polícia Militar, Fulana de Tal, para sua segurança esta ligação está sendo gravada, em que posso ajudar?

Uma frase bastante extensa para alguém que pode estar em perigo iminente do outro lado da linha. Enfim, o desfecho desta ligação também não foi bom, a atendente pediu que eu ligasse para 199, Defesa Civil.

Liguei para 199. De novo.

- Defesa Civil.
- Bom dia. A porta de um edifício comercial, na Rua da Quitanda, está despencando, colocando em risco os pedestres que passam por ali e o pessoal que trabalha no prédio. Você pode me ajudar?
- Qual seu nome?
- Amanda.
- Nome completo, por favor.
- Amanda Freitas.
- O edifício é comercial?
- Sim.
- Você trabalha aí?
- Hu-hum...
- Está no prédio?
- Sim.
- Qual é o número do seu telefone?
- 3094 2265.
- Tem ramal?
- Não, esse é o número da minha mesa.
- É a porta frontal?
- Isso. Frontal e única, aqui não tem saída de emergência.
- Quantos andares o prédio possui?
- 13.
- A fachada ou marquise também estão caindo?
- Não, só a porta.
- Pode me passar um ponto de referência?
- Sim, é quase na esquina com a Rua Sete de Setembro, próximo ao Shopping Vertical.
- Qual o número do prédio?
- 50.
- Só um minuto...
- Vocês vão fazer alguma coisa?
- Sim, estou abrindo um chamado, vou passar para a equipe de engenharia e eles vão verificar o local.

Cobrindo o fone do aparelho, virei abruptamente para trás e anunciei aos colegas de trabalho, que acompanharam todas as frustradas ligações anteriores aos serviços públicos de apoio à população:

- Eles vão enviar engenheiros!

Pedi que se interrompesse o alvoroço satisfeito para que eu retomasse a ligação:- Amanda?- Pois não.
- O chamado foi aberto, mas acontece que nosso dia de cobertura ao Centro é quinta-feira somente.
- Hoje é quarta.
- Isso.
- Então?
- Então, não podemos ir. A cobertura ao Centro do Rio é quinta.
- Não sei o que dizer...
- Nem eu.
- Bom, obrigada... Por nada.

Anestesiados com a sensação de impotência e sem saber ao certo para onde estava sendo desviada aquela altíssima fatia monetária, retirada mensalmente dos nossos salários, tomamos à única medida cabível para a situação.

Cruzamos os dedos e, envoltos em pensamento positivo, enviamos vibrações à portaria do prédio para que a porta, definitivamente, caísse sobre algum desavisado. Nada grave, claro. Não somos maus. Trata-se, que havendo feridos, o Bombeiro, finalmente, atende.

Boa leitura,
Amanda Freitas.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Picanha de Trigo


A-d-o-r-o comida natureba. Esta semana, em aceite ao convite de uma querida amiga, aventurei-me no radical e conhecido Tempeh, no Centro do Rio.

Lá, o conceito é simples: se não nasce da terra não é de comer. Depois de uma subida escarpada já é possível notar o desfilar dos garçons pelo salão, exibindo o uniforme amarelo com a frase: “Animal é amigo e não comida” estampada na camisa. Bife de carne de soja, filé de Kinua e Picanha de trigo. Ovo e leite seriam um desaforo, quase um desacato aos adeptos da causa.

No primeiro dia, em um enorme quadro verde, localizado na parede central do estabelecimento, estava escrito: “se as paredes dos Matadouros fossem de vidro, os seres humanos se tornariam vegetarianos".

Sabe quem é o autor dessa frase pré-julgada por você (e por mim também, se acalme...)? O sensato ex-Beattle, Paul Mcartney.

E posso atestar, ele tem razão. Em 2000, passei as férias em Colatina, no Espírito Santo, na fazenda de um amigo. O pai era o fornecedor de carne da cidade. Porco, boi e galinha. Só não matava peixe. E, para meu azar, o abatedouro ficava a pouquíssimos metros do meu quarto.Um certo dia acordei com o barulho e não consegui mais dormir. O relógio não marcava nem cinco horas da matina.

Coloquei um casacão por cima do pijama e ainda com a cara amassada, desci para conhecer a origem do filet mignon, que encontraria comigo ao meio dia.Foi indiscitível. Apesar dos apupos e da tentativa frustrada de comprar a vaca, por duas vezes o seu valor real, ela fora cruelmente abatida. Uma martelada desconcentrada não foi o suficiente. A segunda, certeira, deixou o animal desnorteado. Ela caiu lentamente sobre as patas, na tentativa de se manter em pé. Por último, o golpe final: um corte no pescoço que fez o bicho sangrar lentamente até morrer.

O resultado dessa experiência tenebrosa foram 4 longos anos sem comer carne, de qualquer tipo. Só de sentir o cheiro eu lembrava a cena e enjoava.De almôndega de soja em almôndega de soja, acabei confundindo as bolinhas e retomando à antiga dieta carnívora, mas aceito bem o conceito vegetarianp.

Na segunda vez que visitei o local, a frase de impacto do quadro verde mudara: “Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará as chances de sobrevivência da vida na terra quanto a evolução para uma dieta vegetariana”- Albert Einstein.

Antes de ler o autor eu pensei que a frase não tivesse sentido, mas por respeitar os pensamentos deste ilustre contemporâneo de Wiener, decidi fazer do meu julgamento subversivo a minha própria experiência.

Abarrotei o armário da cozinha de soja. A partir de hoje, ficarei 1 mês sem comer carne, de qualquer tipo. A intenção é traçar um comparativo reacional e comportamental entre as duas dietas, carnívora (até ontem) e vegetariana (a partir de hoje).

Mantenho vocês informados!

Boa leitura,

Amanda Freitas.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Construtora Concal não atende deficientes auditivos

Honestamente, pensei que havia esgotado meus textos sobre péssima qualidade de atendimento. Mas pelo visto, eles ainda circularão bastante por aqui.

Vou tentar ser sucinta, sem deixar escapar detalhes (praticamente uma missão).

Entrei em contato com a Construtora Concal esta semana. Interessei-me por um de seus empreendimentos, que está em lançamento próximo a minha residência. A novidade é que entrei em contato por meio de uma cartinha super moderna, popularmente chamada pelo nome de e-mail.

Redigi, trabalhosamente, um texto claro e detalhado, contendo todas as características que busco, atualmente, em um imóvel e solicitei algumas informações sobre a obra em questão. Deixei claro que gostaria que o contato fosse feito por e-mail e que a solicitação fosse igualmente atendida por esta via. Prefiro, como a maioria dos clientes, avaliar as condições gerais do produto e somente procurar o vendedor quando decidir pela compra.

Pensei que não seria problema. Todos os corretores da Concal Construtora possuem endereço eletrônico. 85% da população brasileira já passaram por um processo de inclusão digital. E, por último, o site tem um fale conosco, cujo título da página é “Fale Conosco, tire suas dúvidas, dê sugestões”, o que me faz entender que este é um canal viável para a comunicação.

Pois bem, recebi retorno em menos de 24h. A Secretária de Vendas, Rose, não respondeu um questionamento sequer. Enviou-me um e-mail seco com o texto: “Agradecemos o seu contato, e para melhor atendê-la, solicitamos um número de telefone para informações mais detalhadas sobre o empreendimento”. Praticamente um robô.

Obviamente, insisti. Não desistiria facilmente (sem apologia ao jargão infame “sou brasileiro e não desisto nunca”). Imediatamente respondi ao e-mail, e por já ter encontrado resistência neste tipo de atendimento, acabei sendo um pouco agressiva:

“Rose,
Eu gostaria que esse contato fosse feito por e-mail.

Tenho sentido grande dificuldade em me comunicar com vocês por esta via. Devo ressaltar que a melhor maneira de atender ao cliente é falar a língua dele, entender suas necessidades e sua preferência como canal de acesso e contato.

Minha preferência é esta. E a melhor maneira de fechar um negócio comigo é me deixar à vontade para ligar quando me convier.

Você pode enviar as informações solicitadas?

Desculpe a rispidez, mas tenho me aborrecido bastante com essa história.

Grata e no aguardo do seu feedback,

Amanda Freitas.”

A resposta, sem floreios, foi a que segue:

“A única forma de ter informações mais detalhadas sobre os nossos empreendimentos é através do contato direto com nossos consultores.

Atenciosamente,

Secretaria de Vendas”.

A partir daí, concluí, então, que a Concal não atende portadores de deficiência auditiva. Aquele que não é passível de conversar ao telefone com terceiros não é devidamente qualificado para ser atendido pela construtora. Ou, ainda, aquele que possui tal deficiência precisa expô-la à secretária de vendas para que, talvez, lhe passem algumas informações via e-mail. Um absurdo, não?

Igualmente absurdo é o fato da Concal não atender aos seus clientes respeitando suas preferências, expectativas, necessidades e desejos, sem exigir dos mesmos maiores explicações.

Uma grande decepção. Se o contato inicial se deu desta forma, imagine como seria o acesso à construtora, caso eu tivesse algum problema com o imóvel durante o período de obras.

Depois da frustração com a Concal, procurei a Patrimóvel e fui muito bem atendida, via chat, pelo corretor Gonçalves Dias, que neste momento atende às minhas dúvidas e expectativas, via e-mail.

Boa leitura,
Amanda Freitas.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Caos no Metrô



Por volta das oito da noite de ontem, dia 29 de julho, embarquei no Ônibus do Metrô na Rua Jardim Botânico. Cheguei à estação Botafogo cerca de 10 minutos mais tarde e adentrei o vagão rumo à Praça Saes Peña.

O Metrô freou bruscamente na Glória e permaneceu com as portas fechadas por cerca de 8 minutos. Por sorte, esse não era um dos dias em que 500 pessoas dividiam o metro quadrado do mesmo vagão apertado, com o nariz espremido apontado para aquelas malditas bolinhas coloridas, que anunciam a dedicação do Metrô Rio aos seus clientes.

Escutei o habitual anúncio do Metrô, notificando que permaneceríamos parados por mais alguns instantes, aguardando a normalização do tráfego à frente.

De instantes em instantes, ficamos parados 40 minutos na estação. Quarenta!

Andamos e paramos até a Carioca, quando, finalmente, anunciaram a falha técnica e pediram que todos se retirassem do Metrô.

Bom... A situação é inconveniente, mas estamos todos sujeitos a ela. É aceitável, se devidamente contornada.

Tendo em vista que paguei por um serviço que não recebi, me direcionei a um dos caixas para recuperar o valor pago à empresa. O caixa, com desdém, apontou para um dos seguranças e mandou que eu "me virasse" (nestes termos) com ele.

Encontrei uma multidão ao redor dos seguranças e fiquei impressionada com a arrogância, descaso, implicância e até agressividade daqueles profissionais, que, supostamente, estavam ali para me proteger e lutar contra o caos.

Eles estavam distribuindo bilhetes-devolução. Um dos senhores que estavam em torno do segurança, aguardando seu bilhete com a mão estendida, exclamou: "Isso é uma palhaçada!". O segurança, imediatamente, interrompeu a distribuição e com a mão no cassetete perguntou: "O senhor está me xingando?". Após uma discussão entre os dois e após o funcionário do Metrô ter deixado claro a sua vontade de extravasar a tensão "descarregando" o cassetete em alguém, o senhor se retirou indignado.

Voltei ao caixa, desta vez, com um bilhete em mãos e solicitei que o mesmo fosse trocado por dinheiro, para que eu gastasse em outra condução.

Rindo e, novamente, com desdém, o caixa do Metrô disse que não poderia trocar o bilhete e que a culpa não era dele. O diálogo se travou assim:

- Por favor, troque o meu bilhete por dinheiro.
- Não posso fazer isso, não estou autorizado.
- Eu paguei por um serviço que não recebi. O Metrô está se apropriando indevidamente do meu dinheiro, já que não cumpriu sua parte no contrato.
- Olha, eu não tenho nada a ver com isso. Não posso resolver. Não mando em nada aqui, você acha que a culpa é minha?
- Se você não manda em nada, chame quem manda, por favor. Chame um supervisor, coordenador, gerente, o que achar melhor.
- Não vou chamar. Você acha que eles não sabem? Você acha que os “grandões” não sabem disso tudo? Eles não estão nem aí e não dá para eu te ajudar. Procure os seguranças.

Isso tudo, quase às gargalhadas e ao tom de deboche. Irritada, antes que a fila atrás de mim me impedisse de sair do guichê, retirei-me do local, liguei para a polícia e fui para casa.

Pensei nas pessoas que ainda pegariam a Linha 2 do Metrô, naquelas que enfrentaram uma jornada de trabalho muito maior do que a minha ou, ainda, as que estavam com o dinheiro da passagem contado.

Por mais que elas explicassem, a resposta da empresa era a mesma: "Não posso fazer nada".
Chega. Vou "dar um tempo" de Metrô.

Boa leitura,
Amanda Freitas.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

ESTOU FAZENDO A MINHA PARTE


Como ando sem tempo para escrever, muito embora continue pensando, para não deixar o blog às moscas deixo para leitura, um texto excelente do Arnaldo Jabor, encaminhado por um amigo. Melhor SPAM da semana.


ESTOU FAZENDO A MINHA PARTE

- Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida; Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza; Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade... Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária. É coisa de gente otária.
- Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.
Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.
- Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa-família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.
- Brasileiro é um povo honesto. Mentira.
Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.
- 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.
Já foi. Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime. Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3, mas não milhares de pessoas. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.
- O Brasil é um país democrático. Mentira.
Num país democrático a vontade da maioria é Lei. A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente. Num país onde todos têm direitos, mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia. Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar. Democracia isso? Pense! O famoso jeitinho brasileiro. Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar. No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí? Afinal somos penta campeões do mundo né?? ? Grande coisa... O Brasil é o país do futuro. Caramba, meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram... Brasil, o país do futuro!? Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo. Deus é brasileiro. Puxa, essa eu não vou nem comentar... O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira. Para finalizar tiro minha conclusão: O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, Tsunami nem furacão. Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce! Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?
FAÇA A SUA PARTE (SE QUISER)

Bom… Só não vale ler, se encher de indignação e fazer o de sempre: absolutamente nada.

Faça o mínimo:

Não compactue com o crime
Denuncie
Não ofereça propinas
Não dê jeitinhos
Revolte-se
Não fure filas
Não jogue lixo no chão
Não roube
Não minta
Não se aproveite dos outros
Não burle
Devolva o troco
Não finja que não viu
Seja justo
Pague o que gostaria de receber
Não se venda
Não se corrompa
Não pixe
Não grite com o motorista
Não trate mal o entregador
Não alimente o tráfico de drogas
Não vote sem estudar o candidato
Não se prostitua
Não deprede
Desligue a TV
Não ludibrie
Não faça só porque ninguém está olhando
Lute pelos seus direitos
Se informe sobre seus direitos
Faça com o outro aquilo que deseja para si
Plante
Respeite

Boa leitura,
Amanda Freitas.

terça-feira, 13 de maio de 2008

NetMovie não devolve dinheiro de cliente


NetMovie não devolve dinheiro de cliente

Um amigo me procurou, na semana passada, pedindo que eu publicasse no Blog a atual situação de descaso e descumprimento de obrigações contratuais da empresa NetMovies.

A NetMovies é uma locadora online de DVDs que cobra um pacote mensal para que os usuários assistam filmes, dentro de um sistema de troca dos DVDs alugados. O plano mensal mais caro permite ao usuário alugar 5 filmes por vez e custa rechonchudos R$89,90. Foi, justamente, esse o pacote escolhido e adquirido por ele.

Ao perceber que a compra do pacote foi um impulso, que o preço era alto demais e que a quantidade de filmes por vez em sua casa era excessiva, meu amigo resolveu cancelar sua assinatura.

Logo na primeira página do site da empresa é possível visualizar em destaque a chamada: “Garantia NetMovies - 30 dias: Você satisfeito ou seu dinheiro de volta”. Pois bem, não foi o que aconteceu.

Meu amigo, Guilherme, congelou sua assinatura no dia 22/02, mesma data da compra. Descobriu, no dia 10/03, após entrar em contato com a NetMovies que, diferentemente do que pensava, não havia cancelado sua compra e nem receberia seu dinheiro de volta. “Congelar” é apenas um termo encontrado pela empresa para, talvez, ludibriar o cliente, fazendo com que ele perca o prazo de garantia oferecido por ela.

O atendente Renan Carmo, no mesmo contato, lhe informou que como a garantia de 30 dias não fora vencida, o pedido de 22/02 ainda teria 12 dias para ser cancelado e, assim sendo, o dinheiro seria estornado para sua conta se ele o fizesse até o dia 22/03. Sob esses termos, o cancelamento foi efetuado por Guilherme no dia 12/03.

Não sei se todos têm um calendário em mãos, mas antecipo que no meu, são 13/05. Passaram-se mais de 2 meses da data de cancelamento e nenhum valor foi depositado pela NetMovies na conta desse meu enrolado amigo.

Mesmo após os 18 e-mails trocados com o Renan Carmo e a Priscila Martins, a quantia ainda não fora devolvida.

Eu fico bestificada ao perceber como algumas empresas não conseguem perceber quão valioso é um cliente. Não importa se ele está chegando ou saindo, o cliente será sempre a estrela principal, o pote de ouro, a menina dos olhos de qualquer estabelecimento bem sucedido. Se instituições como essas dessem aos seus consumidores o valor devido, perceberiam aumentos gloriosamente significativos em seus budgets e não se descabelariam com o fato contrário.

Fica dado o recado: A NetMovie não devolve dinheiro de cliente no prazo estabelecido por ela.

Não entre nesta fria!

Boa leitura,
Amanda Freitas.

-----------------------------------------------------------------------------------------

Esse texto e o endereço do Blog foram encaminhados para mais de 100 amigos, identificados como possíveis clientes NetMovies, uma mala direta pessoal, para o Renan Carmo, para a Priscila Martins e para o Fale Conosco do site.

Caso esse seja um grande equívoco e, quem sabe, o dinheiro do Guilherme tenha sido creditado erroneamente na sua ou na minha conta, acredito que a empresa se manifestará por esse mesmo canal.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

A China continua massacrando o Tibet

A China continua massacrando o Tibet

Infelizmente, não terei muito tempo hoje para discorrer sobre esse assunto, mas não queria deixar de postar minha indignação e meu sentimento de impotência com relação à injustiça e crueldade que a China tem direcionado ao Tibet. Vou contar com os comentários de todos para que esse seja um bom texto abrangedor de perspectivas distintas.

Receio discorrer profundamente sobre o assunto, pois, como é de conhecimento de todos, a China tem uma grande reserva em dólares, capaz de “quebrar” os Estados Unidos a qualquer momento. E esse é nitidamente um grandioso motivo para que essa nação torpe e capitalista boicote qualquer outra, inclusive a China. Considerando que até onde sabemos, os EUA costumam manipular “o jogo” formando opiniões pessimistas e deformadas contra seus adversários, precisamos ter cuidado ao fomentar essa delicada questão.

Seguem abaixo alguns links para reportagens, vídeos e posts sobre o assunto. Alguns de tirar o fôlego:

Chineses atiram em peregrinos tibetanos:
http://www.youtube.com/watch?v=BkMcj4vQtRU

Protesto contra as olimpíadas, enquanto a tocha passava pela China:

Saiba mais sobre a história do Tibete e o conflito com a China:

Manifestantes queimam carro no Tibet. China culpa Dalai Lama:
Amanda Freitas.