
Por volta das oito da noite de ontem, dia 29 de julho, embarquei no Ônibus do Metrô na Rua Jardim Botânico. Cheguei à estação Botafogo cerca de 10 minutos mais tarde e adentrei o vagão rumo à Praça Saes Peña.
O Metrô freou bruscamente na Glória e permaneceu com as portas fechadas por cerca de 8 minutos. Por sorte, esse não era um dos dias em que 500 pessoas dividiam o metro quadrado do mesmo vagão apertado, com o nariz espremido apontado para aquelas malditas bolinhas coloridas, que anunciam a dedicação do Metrô Rio aos seus clientes.
Escutei o habitual anúncio do Metrô, notificando que permaneceríamos parados por mais alguns instantes, aguardando a normalização do tráfego à frente.
De instantes em instantes, ficamos parados 40 minutos na estação. Quarenta!
Andamos e paramos até a Carioca, quando, finalmente, anunciaram a falha técnica e pediram que todos se retirassem do Metrô.
Bom... A situação é inconveniente, mas estamos todos sujeitos a ela. É aceitável, se devidamente contornada.
Tendo em vista que paguei por um serviço que não recebi, me direcionei a um dos caixas para recuperar o valor pago à empresa. O caixa, com desdém, apontou para um dos seguranças e mandou que eu "me virasse" (nestes termos) com ele.
Encontrei uma multidão ao redor dos seguranças e fiquei impressionada com a arrogância, descaso, implicância e até agressividade daqueles profissionais, que, supostamente, estavam ali para me proteger e lutar contra o caos.
Eles estavam distribuindo bilhetes-devolução. Um dos senhores que estavam em torno do segurança, aguardando seu bilhete com a mão estendida, exclamou: "Isso é uma palhaçada!". O segurança, imediatamente, interrompeu a distribuição e com a mão no cassetete perguntou: "O senhor está me xingando?". Após uma discussão entre os dois e após o funcionário do Metrô ter deixado claro a sua vontade de extravasar a tensão "descarregando" o cassetete em alguém, o senhor se retirou indignado.
Voltei ao caixa, desta vez, com um bilhete em mãos e solicitei que o mesmo fosse trocado por dinheiro, para que eu gastasse em outra condução.
Rindo e, novamente, com desdém, o caixa do Metrô disse que não poderia trocar o bilhete e que a culpa não era dele. O diálogo se travou assim:
- Por favor, troque o meu bilhete por dinheiro.
- Não posso fazer isso, não estou autorizado.
- Eu paguei por um serviço que não recebi. O Metrô está se apropriando indevidamente do meu dinheiro, já que não cumpriu sua parte no contrato.
- Olha, eu não tenho nada a ver com isso. Não posso resolver. Não mando em nada aqui, você acha que a culpa é minha?
- Se você não manda em nada, chame quem manda, por favor. Chame um supervisor, coordenador, gerente, o que achar melhor.
- Não vou chamar. Você acha que eles não sabem? Você acha que os “grandões” não sabem disso tudo? Eles não estão nem aí e não dá para eu te ajudar. Procure os seguranças.
Isso tudo, quase às gargalhadas e ao tom de deboche. Irritada, antes que a fila atrás de mim me impedisse de sair do guichê, retirei-me do local, liguei para a polícia e fui para casa.
Pensei nas pessoas que ainda pegariam a Linha 2 do Metrô, naquelas que enfrentaram uma jornada de trabalho muito maior do que a minha ou, ainda, as que estavam com o dinheiro da passagem contado.
Por mais que elas explicassem, a resposta da empresa era a mesma: "Não posso fazer nada".
Chega. Vou "dar um tempo" de Metrô.
Boa leitura,
Amanda Freitas.
Chega. Vou "dar um tempo" de Metrô.
Boa leitura,
Amanda Freitas.
16 comentários:
Eu sei!!! Eu estava lá naquela joça!
Todo dia vou apertado e chego no trabalho todo amassado por conta da lotação absurda do Metrô no Rio.
Uma empresa privada rica, que não está nem aí para seus clientes. cada um que entra é um cifrão na conta deles.
Idiotas.Também vou dar um tempo... A passagem é cara e o serviço péssimo.
Tb fiquei impressionado com a atitude dos funcionários e sei exatamente de qual caixa vc está falando.
Fica na paz!
Aurélio.
É verdade, Aurélio. Uma empresa privada rica, tratada como exceção pelo nosso governo.
Concordo, não estão nem aí para os seus clientes.
Abraços!
Amanda.
Sabe o que é pior? Alguns sites publicaram matéria dizendo que o Metrô parou por 15 minutos.
Uma ova que foram 15!
Eu fiquei presa naquele vagão por mais de meia hora.
Luiza F.
Blogista.
Alla hu akhbar!!!
Oi Luiza, aproveitei seu comentário para deixar uns links de matérias publicados na mídia:
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/07/29/metro_teve_problemas_nesta_noite_mas_eles_ja_foram_sanados-547475882.asp
http://www.dm.com.br/ultimas.php?id=92080
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL705372-5606,00-CURTO+CIRCUITO+EM+METRO+DEIXA+DUAS+ESTACOES+FECHADAS.html
Abraços,
Amanda Freitas.
Eu acho que deveríamos fazer um motim, abrir um BO e entrar com uma ação contra o Metrô.
Se alguém precisar de testemunha ou quiser testemunhar a meu favor, segue meu e-mail para contato: zumafc@yahoo.com.br
Até!
Zuma.
Bom dia.
Gostei do blog. Sou do tipo que se posiciona e faço valer meus direitos.
Estou acionando o Metrô e por mais que eu não receba muito, SE TODOS FIZESSEM O MESMO, TALVEZ ELES NOS TRATASSEM COM MAIS RESPEITO.
Abraço e continue assim,
Zé.
Aumentaram o percurso do Metrô e não aumentaram a capacidade.
Detesto o Metrô, o atendimento é péssimo e ver os seguranças literamente empurrando os passageiros para que caibam no vagão e a porta possa fechar, na hora do rush, me irrita.
Tinha uma mulher lá chorando, dizendo que não tinha mais dinheiro p/ passagem... Mesmo assim não devolveram o valor para ela.
O Metrô tinha que ter uma preparação p/ essas situações...
Concordo, o Metrô deveria saber como lidar com os problemas oriundos de uma situação como essa.
Eles precisam prever o caos e treinar seus funcionários.
A única pessoa competente que encontrei por lá não era funcionário do Metrô, era um morador de Laranjeiras, que estava comprando o bilhete de uma mulher que dizia não ter dinheiro para voltar para casa. Ele orientou várias pessoas que não estavam localizadas e não sabiam que direção tomar.
O Metrô Rio deveria contratá-lo e pagar muito bem a ele, tendo em vista que a pessoa mais bem preparada da estação não colaborava com a empresa.
Abraços,
Amanda Freitas.
Vá de ônibus!!!!!!!!!!
Vá de bicicleta!!!
Já pensou, que delícia, todo mundo pedalando para trabalhar?
Zero poluição, zero de tarifa, zero de buzina... E zero de paralisação por problemas técnicos.
;)
Abraços!
Amanda Freitas.
Nossa, poderia mesmo ter umas ciclovias ligando todos os bairros ao Centro do Rio.
Que bom seria não depender do Metrô ou dos ônibus para isso...
Maaaaaaas, não tem prefeito que se importe com isso: SAÚDE.
Só para deixar registrada minha indignação: Eu tb estava no metrô, tb fiquei preso no vagão e tb fui muito mal tratado qdo quis meu dinheiro de volta. Aliás, gostaria de deixar registrado, que o metro rio tb se apropriou indevidamente do meu dinheiro. Chama-se roubo.
Valeu o desabafo!
Passa no meu blog
José Carlos.
Um pequeno parêntese, alguém já percebeu como o Metrô Rio não quer o menor papo com seus clientes?
No "fale conosco" do site deles, para deixar qq msg é preciso inscrever CPF, endereço completo, CEP...
Boicote Já!!!!!!!
Não devolveram meu dinheiro, eu mandei uma reclamação para o fale conosco e não me responderam. Não querem nem saber, não dão nenhum retorno, nenhuma satisfação. Somos só as moedinhas do cofre deles.
São uns babacas msm...
Paulo César.
Lembrei de um momento...
No meio de uma multidão enfurecida com o descaso, um dos seguranças, não lembro se estava escrito Fábio no uniforme, mandou que fizéssemos fila ou ele não distribuiria mais nada.
As pessoas nem sequer tinham espaço para fazer fila. E mais, quem seria o 1º? O 2º? O último??
Retardado o cara...
E invocou, empurrava a galera, tratava mal... Totalmente desorientado.
ONDE ESTÁ UM SUPERVISOR PREPARADO NESTAS HORAS?? Comendo bacon frente à TV?
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